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Sete produtores refletem sobre a influênia de David Bowie na música eletrônica

Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2016



Em adição ao seu papel de divindade transformadora dos mundos do rock e do pop, David Bowie também deixou um toque indelével na música eletrônica. Seu trabalho experimental em meados dos anos 70 se provou como importante ponto de formação de uma cena de vanguarda nascente e uma ampla coleção de DJs respondeu com tributos durante as décadas seguintes, usando suas composições como ponto de partida para produções incríveis. Agora, com a morte da lenda do pop, ficou claro que além de suas contribuições diretas para o mundo da dance music, ele causou um impacto incomensurável nos praticantes mais jovens da cena. Pioneiros do technoestrelas avant-pop e malucos do ambient, todos foram ao Twitter depois do anúncio da morte de Bowie para fazer suas devidas homenagens.

Palavras sempre falham ao tentar lidar com a morte de um ícone, ainda mais quanto tentam decantar as características de um homem que tão prontamente desafiava as definições. Por esse motivo, o THUMP foi atrás de alguns dos produtores e compositores influenciados e impactados pela vida e pelo trabalho de Bowie — incluindo Tiga, o ex-integrande do Emeralds Steve Hauschildt, a experimentadora Maria Minerva, e ou tros — para prestar homenagem a um homem cuja visão singular despertou tantas gerações de compositores e iconoclastas.

1. Tiga

Bowie era a própria definição de acreditar que você pode ser alguém estranho e misterioso e criativo e bem sucedido e cool e interessante e engraçado e inteligente, tudo sem se comprometer ou entrar em contradição. Ele não era um Deus ou um guru ou herói (talvez um pouco disso tudo), mas ele era a prova de que isso era possível. Prova viva. O único argumento que você precisava contra os que têm duvidas e o lixo e os comprometimentos. Ele fazia a melhor música.

2. Steve Hauschildt, Producer/Composer (Ex-Emeralds)

Não sou um estudioso do seu trabalho, nem sou o fã mais inflamado de sua discografia completa. Mas a música de David Bowie tocou a minha vida em certas horas como tantos outros e provou ser um dos legados mais duradouros da música popular. Você teria dificuldades em encontrar uma pessoa que não encontre algo que possa gostar por meio de sua discografia, dada sua habilidade de tanto se adaptar e ser transgressor ao mesmo tempo. Quando era um adolescente, herdei uma cópia gasta de Station to Station do restante da coleção de discos dos anos 70 e 80 do meu pai antes mesmo de comprar meu primeiro LP em vinil. Então a música de Bowie não intencionalmente tinha um ar familiar, próxima para mim desde o começo.

Mais pra frente no começo do Emeralds, enquanto estávamos malucos, nosso "consultor espiritual" Witchbeam nos deixou impressionados com o lado B deLow. "Que música estranha é essa que soa como o começo de Cluster fazendo um disco do David Bowie?", nos perguntamos. Quando se trata de Low e o resto da trilogia de Berlim, é importante entender as contribuições tanto de Visconti quanto de Eno, junto com Bowie se você quer apreciar sua influência na música ambient. Mas também tenha em mente, sempre serão chamados de discos do David Bowie e é isso que é o mais importante já que muitas pessoas que ouviram esses discos não estão tentando desmontá-los.

É claro que faixas como "Subterraneans" e "Art Decade" eram um tipo de gênese; um precursor do Ambient 1: Music For Airports de Eno que seria lançado no ano seguinte. Igualmente influente é o koto e a faixa lotada de synths de "Moss Garden" em Heroes do mesmo ano. Em 2009, com um adiantamento, eu comprei um velho Eventide Harmonizer e o usei extensivamente nas gravações do discoDoes It Look I’m Here.

Só anos depois eu iria descobrir que era o dispositivo que criava muitos dos sons de destruir o tempo em algumas daquelas faixas que explodiram a minha cabeça anos atrás. É até mais reconhecível nas faixas bonus de Low ’Some Are’ e ’All Saints’ se você quiser saber. De qualquer forma eu diria que sempre houve uma influência escondida desse disco apesar do equipamento e constribuições de Visconti/Eno. Era no final das contas a visão de Bowie do invisível que empurrava a música pra frente, para um novo lugar, eu acho. Descanse em paz.

3. Olle Cornéer, Dada Life

Eu me lembro de ter 16 anos e pisar em um pedal de distorção com um pé e tocar o riff de "Ziggy Stardust" na minha guitarra. Eu me sentia como se o mundo fosse meu. Esses momentos... é isso que é a música. Depois disso, David Bowie me seguiu através da minha vida com a música de muitas maneiras diferentes. Quando eu li sobre sua morte eu não consegui descobrir nenhuma palavra — e decidi gravar um pequeno cover.É por isso que eu amo música. Música não precisa de palavras ou explicações.

4. Maria Minerva, Songwriter/Producer

Cada um tem sua própria ideia de Bowie. Eu nunca fui uma super fã de Bowie e mesmo assim, sua morte surgiu como um choque incrível. Bowie era o rei do estilo próprio, rei da classe trabalhadora indo estudar arte — muito autêntico nesse sentido, apesar de todas as máscaras e personas diferentes. Hoje em dia, são moleques ricos que fazem música mais ’artística’, e os empresários que os dizem o que vestir. Nesse sentido, nunca vai haver outro Bowie.

Meu "álbum" preferido do bowieé o lado B do Low, produzido em colaboração com Brian Eno e Tony Visconti. Uma verdadeira obra prima que presta homenagem ao Bloco Leste ("Subterraneans", "Weeping Wall", "Warszawa"), algo que eu — tendo nascido nos anos finais da União Soviética — realmente aprecio. Bowie disse que foi tratar desse assunto depois de viver na ensolarada e cocainômana Los Angeles (minha cidade atual). O resultado é uma viagem profundamente catártica de... como é chegar do outro lado. O outro lado do leste/oeste, escuridão/claridade, mas também das drogas. Eu consigo me enxergar [nesse disco] de muitas formas.

5. Kevin McHugh (aka Ambivalent)

Muitas pessoas sentiam como se conhecessem David Bowie porque sua personalidade brilhava por meio de cada máscara que ele vestia, cada personagem que ele nos mostrava. Cada hora que ele trocava de personagens, uma imagem mais clara de uma pessoa impressionante aparecia, e nós reconhecíamos um pouco de nós mesmos. Cada novo personagem quebrava a parede que nos prendia em nossas próprias vidas. Se você estava preso por visões datadas de gênero, raça, cultura, classe, clichê ou alguma tendência musical, você podia ver Bowie andar através da mesma parede e, de repente, se sentir um pouco mais seguro em ser livre. E ele fazia isso com certa graça cativante, musicalidade e estilo que fazia do ser exquisito algo legal. Isso virou sua marca mais do que algum som ou imagem particulares.

Para tantos de nós que somos estranhos, músicos ou artistas, ele nos mostrou um caminho para nós mesmos ao tomar fascinantes, elegantes e assustadores riscos. Ele não apenas atravessou fronteiras, ele ficou bem em cima delas e se recusou a tomar um lado, até que não houvesse mais fronteira alguma. É completamente apropriado que uma de suas canções mais famosas seja sobre ficar de pé num muro, declarando que "a vergonha estava do outro lado". Aquela parede, como tantas outras, agora já foram embora e ele também. Mas o sentimento que ele nos deu ainda está aqui. Ele nos deixou ser heróis.

6. Catherine Britton (aka Cassy)

Agora que David Bowie está morto e eu estou mais velho e experiente com a vida, a música e a indústria, meu entendimento de sua grandiosidade é ainda mais profundo. Ele deve ter sido um anjo enviado pelos céus para jogar sua luz brilhante e criativa em nós. Ele conseguiu tocar todos nós tão profundamente. É de tirar o fôlego. Ele significa tudo, não apenas para sua família e amigos, mas para todos nós que procuramos mais do que apenas respostas na música. Ele é isso. Ele é o padrinho da música popular em expressão, estilo e apresentação, arte e fama. Ele foi mestre disso tudo — uma existência incrível. Também estou muito feliz de compartilhar esse amor por ele com milhões de outras pessoas.

7. Nathan Broaddus (aka Evenings)

David Bowie era um dos poucos verdadeiros astros do rock do que agora nos parece uma era de ouro. Não importa o que David Bowie fez, nunca parecia duro ou reprimido. Seus interesses pareciam pousar genuinamente na arte e expressão, e não apenas para chamar atenção. Ele fez apenas o que o interessava, e ele, mais do que qualquer um, era sinceramente ele mesmo. Eu o admiro por manter seus problemas de saúde escondidos, e sua escolha de se retirar com graça. Sua morte ainda parece bem surreal. Sua carreira obviamente fala por si só, e sua influência é extremamente importante até hoje. Ele viveu e morreu artisticamente, deixando um disco final como presente de despedida. Alguém pode apenas esperar viver uma vida tão estilizada e brilhante, e eu tenho certeza que onde quer que Bowie esteja agora, é um lugar mais interessante or causa da sua presença.

Fonte: Site Thump



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