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Sean "Diddy" Combs — Getty
Virginia "Gina" Huynh, uma das mulheres envolvidas nas acusações contra Sean “Diddy” Combs, surpreendeu o tribunal ao apresentar uma carta inédita defendendo que o rapper seja liberado sob fiança enquanto aguarda sua sentença, marcada para 3 de outubro.
Conhecida até então apenas como “Vítima-3” no processo, Virginia revelou sua identidade e se posicionou publicamente em apoio parcial ao ex-companheiro. Na carta enviada a um juiz em Nova York — submetida pela defesa de Combs — ela argumenta que o artista deveria continuar em liberdade, ainda que sob supervisão judicial, para manter suas responsabilidades familiares.
“Apesar das falhas no nosso relacionamento, acredito que Sean tem se empenhado em evoluir como pessoa e como pai. Ele merece estar com sua família nesse momento”, escreveu.
O artista, condenado por duas acusações de transporte relacionado à prostituição, viu a acusação de tráfico sexual e conspiração de extorsão ser retirada. Ainda assim, o tribunal negou o pedido de fiança, estimado em US$ 50 milhões (cerca de R$ 276 milhões), com o juiz destacando o histórico de violência doméstica como um fator de risco à segurança pública.
Virginia enfatizou que Diddy não representa perigo à sociedade e que sua presença em casa seria fundamental para a recuperação emocional de todos os envolvidos.
“Ele cumpre rigorosamente as condições da corte, é presente na vida da família e possui fortes laços com a comunidade. A prisão, neste momento, atrapalha mais do que ajuda”, afirmou na carta.
A defesa reforça que este é o primeiro caso criminal enfrentado por Combs e tenta destacar sua postura colaborativa. Apesar disso, as acusações de liderar uma organização criminosa responsável por coerção sexual e outros crimes continuam pesando sobre o artista, que enfrenta intensa repercussão pública.
A decisão da Justiça mantém Diddy detido, à espera do julgamento definitivo — e diante de um futuro judicial ainda incerto.
POR: Tamiris Felix
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