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Sean "Diddy" Combs befindet sich momentan in New York in Untersuchungshaft — Stephanie Scarbrough / AP / picturedesk.com / Heute
Sean “Diddy” Combs entrou com um pedido de soltura imediata na Justiça dos Estados Unidos e, paralelamente, apresentou um recurso para questionar a validade da pena de 50 meses de prisão à qual foi condenado. A movimentação jurídica veio a público nesta quarta-feira (24) por meio da imprensa americana, com detalhes divulgados pela revista Variety.
Segundo a publicação, a defesa protocolou um recurso de 84 páginas, no qual argumenta que a punição aplicada ao rapper foi desproporcional e baseada em interpretações que teriam ido além do que foi decidido pelo júri. A advogada Alexandra A.E. Shapiro afirma que o juiz Aran Subramanian teria atuado como um “décimo terceiro jurado” ao fundamentar a sentença.
De acordo com o documento, o magistrado desconsiderou o veredito final ao concluir que Combs teria coagido e explorado mulheres para fins sexuais e liderado uma conspiração criminosa — acusações das quais o artista foi absolvido pelo júri. A defesa sustenta que essas conclusões influenciaram diretamente no aumento da pena.
Outro ponto destacado é que, nos casos em que houve condenação — duas acusações de transporte para fins de prostituição, definidas em julho —, as penas normalmente aplicadas ficariam abaixo de 15 meses, mesmo quando há comprovação de coerção, o que tornaria a sentença atual atípica.
Durante a audiência de sentença, realizada em outubro, Subramanian afirmou que o histórico de violência do rapper foi determinante para a decisão. O juiz citou imagens de 2016 que mostram Combs agredindo a ex-companheira Casandra “Cassie” Ventura, e declarou que a mesma força usada para ferir mulheres deveria ser canalizada para ajudá-las, mencionando que o réu teria uma “segunda chance”.
Além da tentativa de redução da pena, a defesa também busca a anulação da condenação, com base em um argumento relacionado à Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos. Segundo essa tese, as interações sexuais e as filmagens realizadas por Combs estariam protegidas pela liberdade de expressão — argumento que já havia sido rejeitado anteriormente pelo tribunal.
Atualmente, Sean “Diddy” Combs cumpre pena no Instituto Correcional Federal Fort Dix, em Nova Jersey. Caso o recurso não seja aceito, a previsão de liberação do artista é maio de 2028.
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