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Lizzo — Divulgação
O lançamento de “Bitch”, quarto álbum de estúdio de Lizzo, está longe de repetir o sucesso que transformou a artista em um dos principais nomes do pop nos últimos anos. Lançado em 5 de junho, o disco não conseguiu sequer entrar na Billboard 200, principal parada de álbuns dos Estados Unidos, registrando números considerados modestos para uma artista do seu porte.
Segundo informações divulgadas pela revista Rolling Stone, o álbum vendeu menos de 3 mil cópias em sua semana de estreia e acumulou menos de 3 milhões de reproduções em plataformas de streaming. O desempenho ficou ainda mais fraco na segunda semana, quando o projeto registrou cerca de 650 cópias vendidas e aproximadamente 900 mil streams.
Os números contrastam fortemente com os resultados de “Special”, lançado em 2022. Na época, o álbum estreou em 2º lugar na Billboard 200 com 69 mil unidades equivalentes comercializadas, incluindo 39 mil cópias físicas e digitais vendidas.
Os sinais de dificuldade já haviam aparecido antes mesmo da chegada do disco às plataformas. Nenhum dos singles divulgados para promover o projeto — incluindo “Don’t Make Me Love U”, a faixa-título “Bitch”, “Hoes”, parceria com Sexyy Red, e “Sexy Ladies”, com UCB — conseguiu entrar na Billboard Hot 100, feito que já foi rotina na carreira da cantora durante a era de sucessos como “Truth Hurts” e “About Damn Time”.
Além das mudanças no consumo de música, Lizzo também enfrenta os reflexos de uma fase turbulenta em sua imagem pública. Em 2023, a artista passou a ser alvo de acusações de assédio sexual feitas por ex-integrantes de sua equipe de dança. A cantora negou todas as alegações e decidiu levar o caso à Justiça, recusando acordos extrajudiciais.
POR: Tamiris Felix












