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Reprodução // Instagram @brianmay
Brian May decidiu fazer um teste com a inteligência artificial e acabou encontrando mais motivos para desconfiar da tecnologia. Nesta terça-feira (11), o guitarrista do Queen pediu à Meta AI que recriasse a capa de “The Game”, álbum lançado pela banda em 1980. O resultado, porém, passou longe da imagem original.
Na reprodução gerada pela ferramenta, a formação clássica do Queen apareceu completamente modificada. Em vez dos quatro integrantes — Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon — a imagem mostrava cinco pessoas, com rostos distorcidos e características que não correspondiam aos músicos.
May compartilhou o resultado nas redes sociais e aproveitou o episódio para fazer uma crítica contundente ao avanço da inteligência artificial.
O guitarrista questionou, de forma irônica, se aquele seria o tipo de tecnologia que futuramente estaria “governando o mundo”. Em seguida, abandonou o tom de brincadeira e afirmou acreditar que o preço cobrado pelo avanço da IA pode ser alto demais.
A preocupação de May não ficou restrita à qualidade das imagens produzidas pela inteligência artificial. O músico também direcionou sua crítica aos grandes centros de processamento de dados necessários para manter esses sistemas funcionando.
Ele fez um apelo para que novas estruturas desse tipo não sejam construídas no Reino Unido, argumentando que elas podem provocar impactos ambientais e transformar regiões do país.
A mensagem foi direcionada a Andy Burnham, ligado à administração da Grande Manchester. A região vem discutindo projetos para se consolidar como um polo de inteligência artificial, incluindo a instalação de uma estrutura regional de processamento de dados.
O episódio envolvendo May acontece em meio ao debate crescente no Reino Unido sobre os impactos da expansão da IA. Enquanto governos e empresas destacam o potencial econômico da tecnologia, críticos questionam o consumo de energia, a infraestrutura necessária e os efeitos ambientais associados aos grandes centros de processamento.
“The Game” e os clássicos do Queen
Apesar de ter virado alvo de uma experiência com inteligência artificial, “The Game” continua sendo um dos discos importantes da trajetória do Queen.
O oitavo álbum de estúdio da banda apresentou alguns dos maiores sucessos do grupo, incluindo “Crazy Little Thing Called Love”, que se tornou o primeiro número 1 do Queen nos Estados Unidos.
O disco também trouxe “Another One Bites The Dust”, uma das músicas de maior sucesso comercial da banda, além da balada “Save Me”, que destacou o lado mais dramático do grupo.
Mais de quatro décadas depois do lançamento, a capa de “The Game” segue reconhecível para milhões de fãs. Para Brian May, aparentemente, esse é justamente o tipo de memória que a inteligência artificial não deveria distorcer.
POR: Tamiris Felix













