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Céline Dion revela que passou 17 anos sem saber a causa de seus sintomas

Em entrevista à "Harper's BAZAAR", cantora relembra período de dores intensas, diagnóstico tardio e a força encontrada na família para continuar


18/08/2026

Céline Dion  Reprodução // Amazon Prime Video // Eu Sou: Celine Dion


Céline Dion revelou que passou cerca de 17 anos convivendo com os sintomas da síndrome da pessoa rígida antes de finalmente descobrir o que estava acontecendo. A cantora canadense contou detalhes dessa longa jornada em uma entrevista de capa para a revista Harper’s BAZAAR , publicada nesta terça-feira (18).


A artista, de 58 anos, recebeu o diagnóstico oficial apenas em agosto de 2022 e tornou sua condição pública meses depois. Até então, Céline enfrentava episódios que, segundo ela, chegaram a ser tão intensos que dificultavam até mesmo caminhar.


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Durante a entrevista, a cantora relatou a dimensão dos sintomas e afirmou que, em determinados momentos, precisava recorrer a altas doses de Valium para conseguir manter a rotina. Céline também explicou que prefere não definir a síndrome como uma doença.


“É uma condição progressiva. Não gosto de dizer ‘doença’”, afirmou à publicação.


A síndrome da pessoa rígida é uma condição neurológica rara, que pode provocar rigidez muscular, dores intensas, espasmos e outros sintomas que afetam diretamente a mobilidade e a qualidade de vida.


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Em meio às dificuldades, Céline encontrou nos três filhos — René-Charles, de 25 anos, e os gêmeos Nelson e Eddy, de 15 — uma das principais razões para continuar lutando.


A cantora contou que percebeu que os filhos começaram a notar o impacto da condição em sua vida. O momento também despertou nela o desejo de tranquilizá-los, especialmente após a morte do marido, René Angélil, em 2016.


“Eu mal conseguia andar em um dado momento, e sentia muita falta de viver. Meus filhos começaram a notar”, relembrou.


Segundo Céline, ela fez questão de explicar aos filhos que sua condição era diferente da doença que levou o pai deles à morte e que ela continuaria buscando maneiras de conviver com o problema.


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Retorno aos palcos


Mesmo diante das limitações, a cantora vem reconstruindo gradualmente sua relação com os palcos.


Parte dessa trajetória foi registrada no documentário “I Am: Céline Dion”, lançado pelo Prime Video em 2024. A produção mostrou momentos da rotina da artista durante o tratamento e os desafios enfrentados para voltar a cantar.


Um dos momentos mais marcantes dessa retomada aconteceu na abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, em julho de 2024. Céline emocionou o público ao interpretar “Hymne à L’Amour” diante da Torre Eiffel.


Ela também voltou a se apresentar em novembro daquele ano, durante um desfile da grife Elie Saab, em Riade.


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Mais recentemente, a cantora lançou o single Bonjour, Pardon, Merci e se prepara para uma nova temporada de shows em Paris, aumentando a expectativa dos fãs por seu retorno aos grandes palcos.


“Faz tanto tempo, eu gostaria de oferecer [aos fãs] algo para mostrar o quanto senti falta deles”, afirmou. Sobre a nova fase, Céline resumiu com entusiasmo: “Estou muito feliz. Estou muito pronta para isso. Estou me sentindo bem, forte. Estou animada.”


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POR: Tamiris Felix




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