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Tupac (à esquerda, Sean "Diddy" Combs (à direita) — Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial // Google Gemini
O assassinato de Tupac Shakur ganhou uma nova e polêmica revelação quase três décadas depois do crime. Durante o julgamento de Duane “Keefe D” Davis, acusado de envolvimento na morte do rapper, um ex-detetive afirmou que Sean “Diddy” Combs teria tentado financiar o assassinato.
O depoimento foi prestado nesta quarta-feira (20) por Daryn Dupree, ex-investigador do Departamento de Polícia de Los Angeles. Segundo ele, Davis teria relatado que o produtor deveria fornecer dinheiro como pagamento pela execução de Tupac.
De acordo com o relato apresentado no tribunal, o valor seria entregue por meio de um intermediário. Combs teria repassado a quantia a um associado conhecido como Zip Martin, que, por sua vez, entregaria o dinheiro a Davis. O ex-detetive afirmou, porém, que o pagamento nunca teria chegado às mãos do acusado.
Dupree também declarou que Davis teria contado que discutiu o assassinato diretamente com Combs em uma delicatessen de Los Angeles. As informações teriam surgido durante uma entrevista relacionada à investigação da morte de The Notorious B.I.G., outro dos maiores nomes do rap, assassinado em 1997.
A acusação envolvendo Diddy, no entanto, não faz parte do processo atual. O produtor não é réu no julgamento de Davis e, por meio de sua defesa, rejeitou as alegações, classificando-as como falsas e negando qualquer participação na morte de Tupac.
Quase 30 anos de mistério
Tupac foi baleado em Las Vegas, em setembro de 1996, quando tinha apenas 25 anos. O rapper morreu seis dias depois, em meio à intensa rivalidade entre artistas e gravadoras das cenas de rap da Costa Oeste e da Costa Leste dos Estados Unidos.
O período ficou marcado por músicas como “California Love” e “Hit 'em Up”, que ajudaram a transformar a rivalidade em um dos capítulos mais conhecidos da história do hip-hop.
Davis foi preso em 2023, décadas após o assassinato, e é acusado de ter participado do planejamento do crime. Ele se declarou inocente.
Agora, o depoimento do ex-detetive coloca novamente o nome de Diddy no centro de uma das maiores investigações envolvendo o rap dos anos 1990, embora as alegações ainda sejam objeto de contestação e não representem, por si só, uma conclusão judicial sobre o suposto envolvimento do produtor.
POR: Tamiris Felix
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