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Roupa Nova prova que o soft rock brasileiro nunca saiu de moda no Rock in Rio

Banda fez uma das apresentações mais cantadas do festival ao lado de Guilherme Arantes e revisitou sucessos que atravessam gerações


08/09/2026

Roupa Nova de volta ao RIR no Palco Sunset, setembro de 2026 Reprodução // Instagram @roupanova


Quarenta e seis anos de carreira, mais de 20 milhões de discos vendidos e um repertório que se tornou trilha sonora da televisão brasileira. O Roupa Nova chegou ao Rock in Rio 2026 carregando uma história gigantesca, e deixou claro que seus clássicos continuam tão vivos quanto quando foram lançados.


A apresentação aconteceu na tarde de segunda-feira (7), no palco Sunset, em uma participação que também teve um significado especial para a banda. Apesar de ter gravado a música-tema do Rock in Rio, o grupo teve presença bastante limitada na história do festival: participou da edição de 1991, mas ficou fora da programação de 1985, mesmo sendo responsável pela música-tema daquele primeiro evento.


Em 2026, porém, o Roupa Nova voltou à Cidade do Rock em grande estilo. E encontrou no palco outro nome fundamental da música brasileira: Guilherme Arantes, artista que também já questionou a pouca abertura do festival para nomes ligados ao pop e ao soft rock nacional.


Um repertório que o público sabia de cor


A força da apresentação ficou evidente logo nos primeiros acordes de “Sapato Velho”. Ao longo de cerca de 15 músicas, o público acompanhou praticamente todo o repertório, transformando o Sunset em um enorme coro.


Vieram sucessos como “Linda Demais”, “Dona”, “Chama”, “A Viagem”, “Meu Universo é Você”, “A Força do Amor” e “Coração Pirata”. A banda também apresentou sua versão de “Maria, Maria”, clássico de Milton Nascimento, desta vez acompanhada por seis percussionistas mulheres.



Um dos momentos mais simbólicos aconteceu quando o grupo executou a música-tema do próprio Rock in Rio e o “Tema da Vitória”, duas gravações que também fazem parte da trajetória do Roupa Nova.




Na reta final, Guilherme Arantes se juntou à banda para cantar “Cheia de Charme”, “Lindo Balão Azul” e A Paz”, versão de “Heal the World”, de Michael Jackson.





Cleberson Horsth, Ricardo Feghali, Kiko, Nando, Serginho Herval e Fábio Nestares mostraram sintonia ao longo do show, mantendo a identidade sonora construída pela banda durante décadas.


O resultado foi uma apresentação em que as músicas falaram mais alto do que qualquer rótulo. Durante anos, Roupa Nova, Guilherme Arantes e outros artistas do gênero foram associados ao chamado “brega”. No Rock in Rio, entretanto, o público respondeu cantando praticamente tudo.


A participação de Arantes foi curta, mas suficiente para criar uma combinação que funcionou diante do público. O encontro entre os dois nomes ainda levantou uma possibilidade entre os fãs: quem sabe a parceria não volte a acontecer em uma próxima edição do festival?


Por enquanto, fica o registro de uma tarde em que o Roupa Nova reencontrou o Rock in Rio, revisitou sua própria história e mostrou, diante de uma nova geração, por que suas canções continuam presentes na memória afetiva de milhões de brasileiros.


Setlist:


1 Sapato Velho
2 Linda Demais
3 Dona
4 Chama
5 A Viagem
6 Maria, Maria (original de Milton Nascimento)
7 Meu Universo é Você
8 Música tema do Rock in Rio + Tema da Vitória
9 A Força do Amor
10 Cheia de Charme (com Guilherme Arantes)
11 Lindo Balão Azul (com Guilherme Arantes)
12 A Paz (versão de Heal the World, de Michael Jackson; com Guilherme Arantes)
13 Volta Pra Mim
14 Coração Pirata
15 Whisky a Go-Go





POR: Tamiris Felix



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