Carregando
Instagram
Twitter
Facebook
YouTube
TikTok
Spotify
Faça o download do nosso aplicativo!
Apple Store Play Store
Tocar Parar Volume Mais Volume Menos
⌛ Carregando...
⌛ Carregando...
AO VIVO:
PRÓXIMO:

NOTÍCIAS




"Dancing With a Stranger", de Sam Smith e Normani, vai a julgamento por suposto plágio

Juiz federal dos EUA rejeita pedido para encerrar processo e afirma que existem questões de fato que deverão ser analisadas por um júri


30/09/2026

Sam Smith e Normani —  Divulgação


A disputa envolvendo “Dancing With a Stranger”, hit lançado por Sam Smith e Normani em 2019, ganhou um novo capítulo nos tribunais dos Estados Unidos. Um juiz federal de Los Angeles decidiu que o processo por suposto plágio deve seguir adiante e ser levado a julgamento.


A ação foi movida pelos compositores Jordan Vincent, Christopher Miranda e Rosco Banlao, integrantes do grupo Sound and Color, que afirmam que a música de Smith e Normani teria utilizado de maneira indevida elementos do gancho de uma composição deles também chamada “Dancing With a Stranger”, lançada em 2015.


Em uma decisão de 27 páginas, o juiz distrital Wesley L. Hsu rejeitou o pedido apresentado pelos artistas e outros réus para encerrar o processo sem julgamento. Segundo o magistrado, existem questões relevantes sobre a semelhança entre as duas músicas e a possibilidade de criação independente que precisam ser avaliadas.


Hsu também rejeitou a tentativa dos réus de analisar separadamente elementos como melodia, ritmo e posicionamento métrico. Para o juiz, a comparação precisa considerar a organização desses componentes dentro das obras como um todo.


Disputa envolve samples


Outro ponto importante do processo envolve a própria música de 2015. A defesa de Smith e Normani argumentou que a composição dos autores incorporaria, sem autorização, trechos de outras músicas protegidas por direitos autorais: “The Ha Dance”, do Masters at Work, e “Think (About It)”, de Lyn Collins.


Segundo os advogados dos réus, se a música original utilizou material protegido de forma não autorizada, isso poderia afetar a proteção autoral da obra e, consequentemente, a própria acusação contra a versão de 2019.


O juiz, entretanto, entendeu que ainda existe uma disputa sobre os fatos e que os réus não demonstraram, nesta etapa, que a música de 2015 foi efetivamente derivada dos samples mencionados.


A defesa também sustentou que Smith e Normani criaram o sucesso de 2019 de maneira independente, sem ter acesso à composição anterior. Para Hsu, porém, essa questão deverá ser analisada juntamente com as demais evidências durante o julgamento.




A ação foi apresentada originalmente em março de 2022. O processo chegou a ser encerrado no ano seguinte, mas acabou sendo reaberto após uma decisão em instância de apelação.


Agora, com a nova decisão, o caso avança para a próxima etapa judicial. O advogado dos compositores, Alfred J. Fluehr, afirmou à Rolling Stone que seus clientes estão satisfeitos com a decisão e esperam levar a disputa a um júri.


Os representantes de Smith, Normani e dos demais réus, entre eles a Universal Music Group, não haviam comentado publicamente a decisão no momento da publicação da reportagem.


O processo ainda ganhou uma curiosidade envolvendo o próprio título. Antes das duas composições que estão no centro da disputa, Cyndi Lauper já havia gravado uma música chamada “Dancing With a Stranger”, em 1989.


Outra referência citada pela defesa é “Dancing With an Angel”, lançada pela artista eurobeat Regina em 1997. Segundo os advogados de Smith e Normani, a faixa também apresenta uma frase melódica descendente semelhante ao trecho discutido atualmente no processo.


Por enquanto, a Justiça americana não decidiu que houve plágio. A decisão do juiz apenas determina que as questões levantadas pelas duas partes não podem ser resolvidas nessa fase sem um julgamento, deixando para o júri a análise das evidências e das controvérsias musicais apresentadas no caso.



POR: Tamiris Felix