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Brasil vai iniciar a vacinação em 4 dias após a liberação da Anvisa, afirma ministro

Eduardo Pazuello trouxe atualizações sobre a imunização no país nesta segunda-feira (11)

11/01/2021


CORONAVÍRUS

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(Crédito: Hocus-focus / istock) 

A partir do momento que haver vacinas contra o novo coronavírus aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o Ministério da Saúde poderá distribuir as primeiras doses aos estados e municípios em três ou quatro dias, afirmou Eduardo Pazuello nesta segunda-feira (11).

"Se a análise for concluída na Anvisa, eu começo a vacinar até o dia 20 de janeiro, e aí vão entrando as produções e todas as importações a caminho. Todos os estados receberão simultaneamente as vacinas, no mesmo dia. A vacina vai começar no dia D, na hora H, no Brasil. No primeiro dia que a autorização for feita, a partir do terceiro ou quarto dia [a vacina] já estará nos estados e municípios para iniciar a vacinação do Brasil", afirmou ele durante um evento em Manaus.

De acordo com o ministro, a previsão é começar a campanha com 6 milhões de doses da vacina do Instituto Butantan (CoronaVac) e mais 2 milhões de doses da Fiocruz, que devem ser importadas da Índia.

"Já temos autorização de importação, autorização de exportação [da Índia], já pagamos e estamos negociando a autorização da saída dessas doses da Índia, que deve acontecer nos próximos dez dias".

Esses dois lotes da vacina já estão com a solicitação de uso emergencial em andamento na Anvisa. O prazo para a avaliação da agência termina neste domingo (17), desde que não haja pedidos adicionais aos desenvolvedores dos imunizantes.


(Crédito: GOVESP)

O governo prevê que a vacinação ganhe inicio no dia 20 de janeiro, no melhor dos cenários.

"Eu falo em três períodos de vacinação: um curto, um médio e um mais dilatado. O curto é agora, até o dia 20 de janeiro. O médio, de 20 de janeiro a 10 de fevereiro. E o mais dilatado, de 10 de fevereiro ao começo de março".

Ele ressalta que apenas as instituições nacionais (Butantan e Fiocruz) têm capacidade de suprir a demanda brasileira por vacinas.

"O sistema [para vacinação] já existe. Quando distribuir as vacinas, rapidamente chega na ponta da linha e vai vacinar todo mundo. Mas eu preciso de grandes quantidades. E só tem grandes quantidades produzidas no Brasil".

A Fiocruz pretende envasar com insumos importados 100,4 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca até junho. Com a matéria-prima nacional, poderá produzir outras 100 milhões de doses. Já o Instituto Butantan tem a capacidade de fornecer ao Ministério da Saúde 100 milhões de doses da CoronaVac neste ano, sendo que 46 milhões já foram compradas pelo governo federal.

Ainda no pronunciamento de Pazuello, ele pediu para que os prefeitos garantam que as salas de imunizações estejam prontas.



DADOS GERAIS SOBRE A EFICÁCIA DA CORONAVAC SERÃO DIVULGADOS AMANHÃ (12/01)

O secretário da Saúde da cidade de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse que os dados completos da eficácia da CoronaVac aferida nos testes feitos no Brasil vão ser apresentados em coletiva de imprensa no Instituto Butantan nesta terça-feira (12).

"Esses dados, que nós chamamos de eficácia global, estão em posse do Butantan e da agência reguladora, a Anvisa, e dessa maneira saberemos todos amanhã essa informação que é de fundamental importância para que nós possamos inseri-la inclusive nas próprias campanhas [de vacinação]”, afirmou o secretário com exclusividade à GloboNews.

Vale lembrar que na semana passada, o Instituto havia anunciado que o imunizante chegou a atingir 78% de eficácia em casos leves e 100% em casos graves e moderados em testes feitos no Brasil.

Entretanto, ainda não foi divulgada a eficácia global da CoronaVac, que mostra a capacidade da vacuna de proteger em todos os casos.

“No cálculo de especialistas, a eficácia global da CoronaVac no Brasil também deve ficar pouco acima de 60%, o que é considerado um bom índice de proteção”.


(Foto: Divulgação)

Em dados preliminares de testes da fase 3 na Indonésia, mostraram eficácia de 65,3% da CoronaVac. O país aprovou o uso emergencial da vacina, e o presidente Joko Widodo deve receber a primeira dose nesta quarta-feira (13).

De acordo com os pesquisadores chineses, a CoronaVac não apresenta “nenhuma preocupação com relação à segurança”. Grande parte das reações foram leves, sendo que a mais comum foi a dor no local da aplicação.

 

 


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