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Bolsonaro entra em contato com Putin sobre compra e produção da vacina "Sputnik V"

Consórcio do Nordeste assinou 37 milhões de doses da vacina para imunizar a população da região; Imunizante ainda não tem aprovação da Anvisa


06/04/2021


CORONAVÍRUS

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Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (Crédito: Andressa Anholete | Bloomberg)

Nesta terça-feira (06), o presidente Jair Bolsonaro entrou em contato por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e informou a Secretaria de Comunicação Social do governo. De acordo com o material de divulgação, os chefes de Estado trataram sobre a compra e produção do imunizante russo contra a Covid-19, Sputnik V.

O primeiro lote da vacina 100% produzido em solo brasileiro foi apresentado pela União Química no final do mês de março. A empresa brasileira, é parceira do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF).

Vale lembrar que a Sputnik V ainda não teve autorização para uso emergencial no Brasil. O pedido foi feito pela União Química, e ainda está sendo analisado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Enquanto isso, governadores de pelo menos 11 estados já solicitaram a importação de mais de 66 milhões de doses da vacina russa.

A Secretaria de Comunicação divulgou que o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, participou da ligação entre Bolsonaro e Putin. Os ministros de Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco França, e da Saúde, Marcelo Queiroga, também estavam com Bolsonaro durante o contato.

Após a conversa, o presidente do Brasil divulgou um vídeo em sua rede sociais sobre a pauta por telefone. Bolsonaro disse esperar, que, caso a Anvisa autorize o uso da vacina russa, para que possa ser produzida aqui no Brasil.

"Uma conversa muito produtiva. Se Deus quiser, brevemente estaremos resolvendo essa questão da vacina Sputnik", afirmou o presidente.



 

GOVERNADORES QUEREM APLICAR A "SPUTNIK V" AINDA ESTE MÊS

Os governadores estão considerando o aval da Anvisa para utilizarem a vacina russa, na qual integram o Consórcio de região a saída para a dependência integral do Brasil da importação de insumos da China, que é necessário para a fabricação da CoronaVac, e também da AstraZeneca/Oxford.

Durante uma conversa com o blog da manhã, o governador do Piauí, Wellington Dias, que representará os gestores estaduais na reunião com a Anvisa na tarde desta terça (06), disse que “a não aprovação por parte da Anvisa é o único passo a ser vencido para entrega, ainda neste mês de abril, da vacina Sputinik, pronta para o Brasil”. 

O Consórcio do Nordeste, integrado por 9 estados, assinou contrato de 37 milhões de doses da vacina Sputnik V, que estariam prontas para entrega. O pedido foi protocolado para importação na semana passada para os estados do Piauí, Pernambuco, Sergipe, Maranhão, Rio Grande do Norte, Bahia, Acre e Mato Grosso. Nesta segunda (05), Pará e Rondônia se juntaram à demanda.


(Foto: Adriana Toffetti/A7 Press/Estadão Conteúdo)

Comparecerá presencialmente ao encontro com o comanda da agência, além de Dias, representante técnico da fabricante do imunizante russo.  “Hoje devemos, com a presença das partes, acertar as condições de autorização para importância da vacina ainda neste mês de abril”, disse o governador. A Anvisa tem alegado que os russos não apresentaram a documentação necessária para liberar a aplicação da vacina, que já é utilizado em 39 países, inclusive o país vizinho do Brasil, a Argentina.  "A documentação que falta será resolvida, segundo o Fundo Soberano Russo", continuou.

O Consórcio do Nordeste assinou a entrega de 37 milhões de doses da vacina. Para Dias, “não é razoável não seguir o critério de validação, estabelecido em lei,  e considerando a validação por agências reguladoras para estes países, uma vez que a vacina tem demonstrado segurança e eficácia, com imunização acima de 90%”.

A expectativas entre os chefes de Estado é de redução na entrega de doses do imunizante, por parte do ministério da Saúde, em pleno momento de pico de casos de mortes por Covid-19.

“Confiamos na Anvisa tecnicamente e acreditamos na sensibilidade com um momento de calamidade”, concluiu Dias.



POR: Tamiris Felix




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