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Veneno de serpente brasileira pode evitar reprodução da Covid-19, diz pesquisadores da Unesp

Descoberta pode ajudar na produção de algum medicamento para tratar pessoas infectadas com o SARS-CoV-2


24/08/2021


CORONAVÍRUS

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(Créditos: M Moraes |  Getty Images)


A cobra brasileira Jararacuçu é a responsável por 90% dos envenenamentos por picadas no Brasil, de acordo com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). O réptil é temido aqui no país, mas os cientistas do Instituto de Química (IQ) da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), em Araraquara, descobriram que o veneno dessa cobra é capaz de inibir a ação do novo coronavírus.

Em laboratório, os cientistas separaram um peptídeo (pedaço de proteína) do veneno e aplicaram em células de macacos. Uma hora depois, o SARS-CoV-2 foi colocado no experimento. Os pesquisadores constataram que a capacidade de reprodução do vírus causador da Covid-19 caiu 75%. O estudo foi publicado em um artigo da revista científica internacional Molecules, na última semana.

Essa descoberta pode ajudar na produção de um medicamento para tratar pessoas infectadas com o novo coronavírus. O desafio dos cientistas é produzir um remédio eficaz contra o vírus, mas que não gere reações adversas para quem utilizar.

O professor do IQ e um dos atores do trabalho, Eduardo Maffud Cilli, disse para o site da Unesp que os primeiros resultados são animadores: “Nós encontramos um peptídeo que não é tóxico para as células, mas que inibe a replicação do vírus. Com isso, se o composto virar um remédio no futuro, o organismo ganharia tempo para agir e criar os anticorpos necessários, já que o vírus estaria com sua velocidade de infecção comprometida e não avançaria no organismo".


(Foto: Divulgação)


A Jararacuçu é a segunda maior serpente do Brasil e o envenenamento dela causa hemorragia, inchaço e destroem os tecidos na região da picada. Além do Brasil, é possível encontra-lá na Bolívia, no Paraguai e na Argentina. Aqui no país, ela vive nas regiões Sul e Sudeste, além dos estados da Babia e do Mato Grosso do Sul.

Agora, o próximo passo é avaliar a eficácia de dosagens diferentes da proteína e quais efeitos podem ter na célula, como a de proteção, evitando até mesmo que o vírus a invada. Após o fim desses testes, os pesquisadores esperam avançar para a etapa pré-clínica, na qual estuda a eficácia do peptídeo para tratar animais infectados pela Covid-19.



POR: Tamiris Felix




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